O ambiente digital hoje é uma extensão da nossa vida social. Para crianças e adolescentes, estar conectado é uma forma de se divertir e se sentir pertencente a um grupo. No entanto, essa hiperconectividade traz desafios severos, sendo o cyberbullying um dos mais preocupantes e que exige ações entre a escola, a família e a comunidade.
O que é o cyberbullying?
A UNICEF define como cyberbullying (bullying virtual) todo “[…] comportamento repetido, com intuito de assustar, enfurecer ou envergonhar aqueles que são vítimas […]”. Isso inclui desde espalhar mentiras e fotos constrangedoras, até se passar por outra pessoa para enviar mensagens maldosas.
Como identificar o problema?
Nem sempre é fácil distinguir se é uma brincadeira ou se é bullying. O sinal de alerta deve acender quando a situação gera mágoas. Ao invés de rirem com ela, as pessoas riem dela. Se o jovem pediu para parar e o comportamento persiste, é bullying.
Outro fator que dificulta a percepção da comunidade, é a timidez do jovem. Muitas vezes, a vítima prefere se calar por vergonha de se expressar e ser motivo de piada mais uma vez.
Entretanto, aqui estão algumas mudanças de comportamentos que auxiliam a detectar:
1. Isolamento social e tristeza, principalmente, após usar o celular ou computador;
2. Queda repentina no rendimento escolar;
3. Ansiedade excessiva ou medo de frequentar a escola;
4. Perda de interesse nas coisas que mais adorava fazer;
5. Sentimento de culpa, incapacidade ou raiva;
6. Mudança nos hábitos de sono ou apetite;
7. Dores de cabeça, náusea e dores de barriga.
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Como agir?
A base da prevenção é a escuta ativa. Os jovens precisam sentir que o ambiente familiar é seguro para relatar abusos sem julgamentos ou medo de perder o acesso à internet.
O cyberbullying deixa um rastro digital, isso é crucial para a proteção da vítima. Então, se algo acontecer, tome essas providências:
Colete evidências: tire print de tudo, salve os links e não apague nada. O rastro digital é fundamental para interromper os abusos.
Use a tecnologia a favor: utilize as ferramentas de denúncia das redes sociais e bloqueie perfis agressores.
Busque apoio: a escola deve ser informada imediatamente. Ela é o espaço de mediação e educação ética para evitar que novos casos ocorram.
Vale lembrar que, embora as leis sejam recentes, o cyberbullying pode ser enquadrado como crime de assédio ou injúria, gerando responsabilização para os agressores ou seus responsáveis.
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